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Presidente encerra viagem aos Emirados com acordo aduaneiro e de proteção de dados

Por Maiá Menezes

O presidente Jair Bolsonaro deixa Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, com dois acordos formais assinados: um para criar mecanismos que aumentem o controle aduaneiro, outro que prevê troca de informações e regras para criar medidas de proteção contra vazamentos de dados. Os detalhes técnicos não foram explicados pelas autoridades dos dois países.

Bolsonaro e o xeque Mohammed bin Zayed al Nayan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, assinaram ainda cinco memorandos, dois na área de defesa: um deles cria um fundo de desenvolvimento e cooperação para projetos de interesse mútuo. Outro, ainda mais genérico, estabelece parceria estratégica para a produção e comercialização de produtos de defesa.

Bolsonaro anunciou uma “iminente abertura” de um escritório de Defesa na embaixada do Brasil em Abu Dhabi em resposta à abertura de outro similar, pelos Emirados, em Brasília, no ano passado.

Em nota conjunta no final do dia “os líderes decidiram pelas relações bilaterais e parcerias estratégicas nas áreas de paz, segurança, cooperação econômica, energia, turismo, cultura, e esportes”.

Outro ponto em comum é a disposição dos dois países em combater o crime transnacional e o terrorismo. Terceiro maior parceiro comercial do Brasil na região, os Emirados Árabes são relevantes por serem porta de entrada para o mercado regional e global, uma espécie de 'hub' do Oriente.

Para se despedir da cidade, Bolsonaro visitou a Grande Mesquita do Xeique Zayed, percorrendo espaços fechados ao público e, do lado de fora, assistiu a uma apresentação de jiu-jitsu à qual a imprensa não teve acesso.

Fonte: Valor Econômico, 27/10/2019.
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